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    A MISTERIOSA MANSÃO WINCHESTER (EUA)



    Localização:
    525 South Winchester Boulevard, San Jose, CA 95128 (408) 247-2101


    A HISTÓRIA

    Estados unidos, 1862

    Neste ano, uma jovem mulher de nome Sarah Pardee casa-se com William Wirt Winchester dono fortuna das fábricas de rifles Winchester.

    Com o passar do tempo, a fábrica de armas desenvolve um rifle que seria o mais rápido e mais usado da época, tornando a família Winchester dona de uma das maiores fortunas da América.
    Nesse tempo nasce Anne Pardee Winchester a filha de Sarah e William. Mas pouco tempo depois, uma doença mata a criança, deixando Sarah inconsolável.
    Passaram-se quase dez anos até que Sarah pudesse superar a tragédia e voltar a vida normal. Mas o casal jamais teve outro filho.
    Como se fosse por karma, em 7 de março de 1881 William morre de tuberculose, e Sarah entra em total depressão e herda uma gigantesca fortuna.
    Pouco tempo depois, certa noite, Sarah ouve barulhos, gritos horríveis e pancadas por toda a casa.
    E assim segue durante vários dias seguidos.

    Completamente desesperada, Sarah vai à uma médium espírita.
    A médium informa que o marido de Sarah se encontra ali, e que ele disse que os espíritos atormentados das pessoas mortas pelas armas Winchester, estão vagando perdidos com ódio. E que foram eles que mataram sua filha e o próprio William, e que ela seria a próxima.

    A médium informa que Sarah deveria mudar de casa, que o seu marido a iria guiar e ela saberia qual nova casa comprar quando a visse.
    Essa casa deveria ser reformada para que os espíritos de luz pudessem ali ficar para protegê-la, e os maus espíritos se acalmassem.

    Sarah vaga então pelos Estados Unidos até chegar em Santa Clara, onde vê uma casa de 6 cômodos ainda em obras e sente que é aquela casa que deve ser comprada.

    Então ela inicia suas obras, construindo novos quartos e cômodos na esperança de viver em paz, conforme orientado pela médium que visitou anteriormente.
    No entanto, apesar dos seus esforços, sua obra não fez parar os tormentos que a acompanhavam.

    Vozes, aparições e sons são ouvidos constantemente na casa.
    Começa então um inusitado jogo macabro de Sarah. Quartos e mais quartos foram construídos.
    Ela demolia e reconstruía cômodos incessantemente. Aumentava, diminuía, construía um quarto em torno de outro.
    Selava quartos, abria outros, construía escadas e mais escadas que não davam em lugar algum.

    Várias portas que ao se abrirem davam para um vão vazio e quartos com passagens secretas, bem como também labirintos e armários que ao se abrirem mostravam só paredes.
    Tudo isso ela fazia para confundir e desencorajar os maus espíritos que ali entrassem.
    As obras na casa nunca cessavam.
    Os trabalhadores se revezavam de maneira que 24h por dia se ouviam os martelos e ferramentas na construção.

    Sarah nunca tinha um projeto ou planta, pois isso poderia ensinar e alertar os espíritos.
    O chefe de obras chegava pela manhã e Sarah dava as instruções do que queria para o dia.
    E no dia seguinte ela poderia demolir o que foi feito no dia anterior e reconstruir de outra forma.
    Assim os espíritos poderiam ficar mais e mais confusos.
    Foi construída uma sala, chamada de quarto azul, onde ninguém jamais entrou enquanto Sarah ainda era viva.
    Somente ela entrava ali para suas sessões espíritas. Dizem que o quarto foi construído como uma passagem para o outro mundo, sendo que ali ela recebia os espíritos durante as sessões.

    A casa já estava com sete andares, inúmeros cômodos, várias lareiras e incontáveis janelas, quando em 1906 um terremoto destruiu parte da casa e jogou os três últimos andares no chão. Sarah então não parou.
    Os cômodos destruídos, foram selados e novos quartos construídos em torno deles, pois ela achava que os espíritos que ali estavam no momento do terremoto, ficariam aprisionados para sempre.
    As obras não paravam. Durante 36 anos, inúmeros carpinteiros e trabalhadores mudaram, aumentaram, destruíram e reconstruíram até que no ano de 1922, depois de uma sessão espírita no quarto azul, Sarah foi se deitar e morreu durante o sono aos 83 anos de idade, deixando uma casa com aproximadamente 160 cômodos, 47 lareiras, mais de 10.000 janelas, incontáveis escadas e portas. As obras finalmente foram interrompidas.

    Tempos depois a casa foi vendida para um grupo de investidores que planejavam usar a casa como atração turística.
    Na primeira contagem, eles divulgaram que a casa possuía 148 cômodos. Numa segunda contagem o número foi para 160. Mas a cada contagem se chegava a um número diferente.
    Era impossível saber o número de cômodos que a casa possuía.

    O lugar era tão confuso e tão cheio de labirintos que os trabalhadores demoraram mais de 6 semanas para retirar a mobília da casa.
    Hoje ela é registrada como a maior casa da Califórnia com número desconhecido de cômodos.

    Contudo, ainda hoje, visitantes e funcionários afirmam ouvir vozes e presenciar aparições estranhas dentro da casa.
    Talvez, os espíritos que ali entraram, jamais conseguiram sair.



    Escrito por Aparicoes.zip.net às 21:18
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    Vulto Enigmático

    Estava sozinho em casa, meus irmãos haviam viajado para o litoral e meus pais estavam em um jantar, iriam demorar para voltar. Resolvi assistir um filme na sala, chovia muito lá fora, uma verdadeira tempestade, os relâmpagos iluminavam parcialmente, de tempos em tempos, a rua escura e mal iluminada em frente a minha casa, dando um ar sombrio a tudo, minha única opção de passatempo era o filme então me sentei na poltrona em frente à TV, preparei o DVD, e comecei a assisti-lo.
    Depois de um tempo acabei pegando no sono e por volta da uma e meia da madrugada acordei com um som estranho vindo da cozinha (O próximo cômodo depois da sala) parecia um par de tênis sendo arremessado no chão, trinta segundos depois o pássaro (um daqueles elétricos que emitem som quando sentem vibrações) que estava pendurado em cima de mim na parede apitou bem alto, o único detalhe era que ele estava sem pilhas!!Ao ouvir aquilo senti os pêlos dos meus braços se arrepiarem totalmente, engoli seco, criei coragem e olhei para traz para tentar ver alguma coisa na cozinha escura, a chuva continuava forte, de repente uma lufada de vento forte sacudiu as janelas da sala ao meu lado, no mesmo instante, ao olhar para traz somente com o cantinho dos olhos, pude ver um vulto atravessando a cozinha rapidamente, dei um salto e fiquei de pé, aquilo não poderia ser verdade, paralisei por um tempo, sem ação, com os olhos fixos na cozinha, de repente, o mesmo som que havia me acordado, aconteceu de novo, BLUUM! Sapatos caindo no chão, e mais uma vez o vulto! Só que dessa vez deu para ver melhor, o que quer que fosse que estava na minha cozinha era alto, vestia um sobretudo preto, e usava um chapéu igualmente escuro também, me lembro até da alça que prendia o chapéu, era marrom, aquilo fez com que eu saísse correndo imediatamente dali, nem me importei com a TV ligada ou com o filme, simplesmente corri debaixo daquela chuva forte até a garagem e fiquei lá, esperando que alguém chegasse.

    Pouco tempo depois meus pais chegaram, antes deles entrarem em casa eu fingi que estava tudo normal, eles perguntaram o que eu estava fazendo na garagem a aquela hora da noite, e eu disse que tinha visto um rato passando por lá e tentei capturá-lo, enquanto isso eles tiravam seus casacos e se dirigiam a cozinha, quase os impedi de entrar lá, até que o meu pai acendeu a luz, nada de estranho parecia ter acontecido, tudo parecia estar normal, diante disso senti um alívio enorme, pouco tempo depois resolvi ir dormir, meus pais já iam para o quarto também, quando percebi um brilho estranho no chão, algo que refletia à luz do foco, eram marcas de sapato, e não poderiam ter sido feitas pelos meus pais, pois o meu pai estava de sandália e a minha mãe de salto alto.

    Então, quem fez aquelas marcas de sapatos, as quais eram bem grandes, mas "Grandes Mesmo"?

     

     

    Julio Milek - Curitiba - PR



    Escrito por Aparicoes.zip.net às 20:54
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    S.O.S

    Era madrugada na serra de Petrópolis e um veículo seguia lentamente pelas curvas fechadas e sinuosas dos vários abismos da BR-040. Mesmo com os faróis, a visão que Jacó era limitada pelo forte nevoeiro e pela chuva.

    A viagem era solitária. Seus olhos não desviavam da estrada. Seu rádio estava mudo, talvez pelo mau tempo ou talvez por causas das montanhas da região. Já tinha feito essa viagem centenas de vezes e em condições piores. Entretanto, estava muito tenso.

    Ao sair de uma curva fechada, seu coração quase parou quando viu no meio da estrada um vulto branco de formato humano com os braços abertos acenando vigorosamente. Sentiu pânico mas logo viu que se tratava de alguém pedindo ajuda.

    A visão era assustadora. Uma mulher em trajes brancos e longos. Sua face mostrava terror e desespero. Seus cabelos, sua face pálida e os olhos fundos eram mais terríveis que as manchas de sangue espalhadas pelo corpo. Jacó ficou paralisado por alguns instantes quando viu aquele quadro assustador, mas logo se acalmou. Ela se arrastava na lateral do carro, gemendo e com as palmas das mãos sujas de sangue apoiadas nos vidros.

    Jacó prontamente saiu com uma lanterna. A mulher segurava os cabelos e gritava sem cessar. Jacó tentava falar com a mulher mas não conseguia resposta. Olhou em volta e reparou que uma parte da proteção lateral da estrada estava destruída. Jacó compreendeu que ali alguém acabara de sofrer um terrível acidente. Correu até o local e percebeu que no meio da grota escura havia duas pequenas luzes vermelhas que logo notou serem da traseira de um carro, além de um clarão mais ao fundo do matagal dos faróis dianteiros. Ele se aproximou um pouco no meio da mata e apesar da escuridão, pode notar que um carro havia capotado e estava bastante danificado.

    Quando ele olhou com atenção, um calafrio percorreu todo o seu corpo e sentiu um terror mortal em sua alma quando percebeu que o corpo daquela mulher que pedia ajuda na estrada estava jazia sem vida dentro dos destroços.

    
    

    M.P.D



    Escrito por Aparicoes.zip.net às 15:25
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